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Pimenta no Café
Luiz Antonio Mendes é Jornalista autodidata, fundador e diretor do Jornal Visão Email: luiz.fru@hotmail.com
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Conchavos
As alianças que o presidente Lula determinou que o PT fizesse em determinados estados e, consequentemente municípios reviram o estômago de qualquer cidadão que tenha o mínimo senso de dignidade, alguma noção de moral e um pouco de coerência. Em Luz, por exemplo, o que aconteceu é de escandalizar até mesmo um gigolô de beira de cais. Como se pode fazer alianças com adversários ferrenhos em campanhas eleitorais. Já pensou os petistas e peemedebistas luzenses abraçados?
Conchavos
Creio, que nem Carlos Lacerda e os ex-presidentes Juscelino Kubitschek e João Goulart, quando, esquecendo todo um passado de lutas, mas na ânsia desenfreada de chegarem ao poder, bolaram a “Frente Ampla”, sonharam com total insensatez. Agora assistimos perplexos a uma série de conchavos imorais, cumprimentos efusivos e jantares de confraternização unindo aqueles, que há pouco tempo atrás, se digladiavam no cenário político do Brasil, Estados e Municípios. Tudo isto feito para alcançar o poder e dispor do erário público da forma que bem quiserem. O que interessa é ter a chave do cofre, é usufruir das verbas públicas, em proveito pessoal e dos seus protegidos. Uma indignidade total. Uma vergonha nacional!
Conchavos II
A hipocrisia tomou conta da política. A dignidade foi para a lata do lixo da história e a honra para o esgoto. O importante é se dar bem. Não se pensa no Brasil e nos brasileiros. Boa parte dessas pessoas só pensa em tirar proveito de tudo. Dane-se o Brasil. Morram os pobres, os humildes, os que acordam cedo e trabalham honestamente. Como diz uma música: está tudo dominado. Eles exclamam: “Nós somos as elites, os honestos que se danem!”.
Conchavos III
É nesse cenário triste e confuso que daqui a pouco mais de um mês vamos participar da escolha do presidente e vice-presidente da República, dos governadores e seus vices, nos estados e no Distrito Federal, dos senadores e dos deputados federais e estaduais. Que Deus ilumine a cada brasileiro para que façam escolhas acertadas para que no futuro não tenham muito mais do que lamentar.
Corporativismo
Mesmo querendo sair do foco político, neste momento não dá. O fato é que começou o discurso comparativo entre o desempenho dos três principais candidatos a presidente no Jornal Nacional. Cada cabo eleitoral dizendo que o seu escolhido foi melhor. Não dá para decidir voto por causa de uma entrevista de 12 minutos, mas ela ao menos ajuda a ver como reage um político sob pressão.
Corporativismo I
A diferença de Serra para Dilma, por exemplo, foi que ele não se ofendeu com as perguntas. Já sabia que receberia pedradas e estava preparado para elas. Outra vantagem em relação à petista: não se enrolou tanto no tempo, embora não tenha conseguido terminar a despedida. Foi essa dificuldade que tanto fez mal a Dilma. Ao se atrapalhar, criava um mal-estar com os entrevistadores, que parecia um tipo de confronto. Ao ser cortado, Serra zerava a conversa e partia para outra resposta.
Corporativismo II
Enfim, é até infantil querer ficar achando pêlo em ovo ou dizer que este ou aquele foi beneficiado. Políticos até podem querer fazer o telespectador de bobo. Mas eles não são, ou melhor, pelo menos aqueles que não levam uma campanha eleitoral como uma partida de futebol. Só para não passar em branco: O PT tem que parar de choradeira. Será esqueceram que o Lula só ganhou as eleições porque a Globo estava do lado dele?
Proibido
Mais essa! Flavio Dino do PC do B do Maranhão apresentou substitutivo à lei contra os programas humorísticos. Isso mesmo, a lei não é da Justiça Eleitoral e sim da Câmara dos Deputados, quando em setembro de 2009 foi discutida a mini reforma eleitoral. A norma diz que os candidatos não podem ser submetidos a trucagens ou montagens que tenham tom de deboche e os coloquem em situações constrangedoras ou ridículas. A regra não poderia ser mais clara: é proibido fazer piada com eles,com alguns palhaços do Congresso. Vergonhoso!
Rejeição?
A acusação feita pela professora que se sentiu “rejeitada” na secretaria de educação é séria e precisa ser apurada com rigor, tanto pela administração quanto pelo Ministério Público. Sem querer condenar ninguém por antecipação, mas é inadmissível que em pleno século XXI ainda tenhamos que conviver com esse tipo de situação. Talvez se o comando da secretaria fosse exercido por um a pessoa mais experiente na área nada disso teria ocorrido. É nisso que dá os tais conchavos.
Chega né
E o prefeito pensa que engana quem com a desculpa de que o município está no limite de dívidas? Se assim fosse não estaria querendo criar mais cargos de confiança. Portanto, o que resta é ele apurar o que vem ocorrendo na área da educação que tem sido motivos constantes de reclamações por parte dos servidores a ela subordinada. A partir daí, dar satisfação realmente convincente à população.
Exemplo
A garotada do Handebol Masculino provou mais uma vez que o esporte deve ser lavado mais a sério pelos administradores. Mesmo sem todas as condições necessárias para a prática da modalidade, eles conseguiram desbancar equipes bem mais estruturadas e conseguiram sagrarem-se campeões mineiros. Que a partir de agora, não apenas a prefeitura, mas também as empresas luzenses passem a olhar o esporte com mais carinho. |
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